Priscila Jaffé – foto: João Camargo

Inspirada por sua avó, que foi empresária de artistas da música clássica, Priscila Jaffé, CEO da Jaffé Produções, se torna atualmente referência no empresariamento artístico no Brasil, trabalhando tanto com influenciadores digitais quanto com marcas que buscam presença no mercado digital. Ela iniciou a carreira em 2015, com a influencer Marina Ferrari, e hoje já carrega em seu portfólio grandes trabalhos e campanhas. Além de Marina – com 3,1 milhões de seguidores – nomes como Gabriella Lenzi, Leydi Paranhos, Carla Prata, Monick Camargo e Nathalia Lucena também escolheram a empresária para gerenciar sua carreira e integram o casting de sua empresa.

“Fui para os Estados Unidos aprender inglês, aos 18 anos. A ideia era passar seis meses, mas acabei fazendo faculdade. Comecei estudando Justiça Penal, mudei para Marketing, Economia, e fui parar em Finanças. Trabalhei no mercado financeiro de Nova York, odiei. Depois disso comecei a trabalhar com produção de filmes, participei da produção do ‘ S.O.S Mulheres ao Mar 2’, gravado por lá. Voltei para o Brasil em 2015 achando que seguiria trabalhando com produções aqui, mas conheci a Marina Ferrari e ela me chamou para ser sua agente. Foi por conta da Marina que iniciei nesse ramo,, até que outros influenciadores me procuraram, marcas também, e eu percebi que poderia, com a Jaffé Produções, ser um grande nome do empresariamento”, relembra Priscila sobre todas as voltas que deu profissionalmente até apostar em sua empresa de gerenciamento de influenciadores digitais.

A empresária abriu a Jaffé Produções num momento em que o mercado digital e de influenciadores ainda engatinhava no Brasil, e tudo funcionava apenas por meio de “permutas”.

“Esse mercado já existia e era forte nos Estados Unidos. Foi aí que escolhi, em 2016, voltar pra lá para fazer uma mentoria com a Shonali Burke, consultora e expert em social media. Ela é palestrante da TedX e eu pude aprender mais sobre esse mercado. Enquanto isso, aqui no Brasil, tudo funcionava apenas por troca de produtos e serviços. Só atores globais ganhavam dinheiro, influenciadores ainda não. Isso foi mudando com o tempo”, conta ela.

Cases de sucesso:

Priscila destaca alguns cases de sucesso em que já esteve envolvida nos últimos cinco anos de empresa: “Meu maior case é sem dúvida a Marina Ferrari. Comecei quando ela tinha 300 mil seguidores, hoje tem mais de 3 milhões. Com ela já fizemos campanha para a Olympikus, também para a Itaipava quando ela foi Musa do Verão no Carnaval. Trabalhei também com a Mirela Janis, quando ela tinha 700 mil seguidores. Ela entrou no ‘De Férias com o Ex Brasil’ e hoje tem mais de 3 milhões. Também trabalhei com o Rafael Uccman, que estourou com o Snapchat. Ele chegou a fazer uma participação na série Vade Retro, da TV Globo. Trabalho também com as marcas Beyong e Desinchá, que são grandes sucessos, entre outros cases.”

O que é preciso para ser um bom influenciador em vendas?

Se por um lado hoje em dia o mercado de influenciadores digitais é um grande chamariz no Brasil, por outro Priscila Jaffé destaca que nem todo ‘influencer’ funciona para qualquer empresa. Para ela, converter um publipost em vendas depende muito do público atingido, do produto e de como é feita a publicidade na web.

“A abordagem do influenciador precisa ser dinâmica, como se ele estivesse conversando com seus melhores amigos e dando uma dica. Propaganda muito comercial a gente já vê na televisão. Hoje eu vejo que o público compra de quem confia”, aponta a empresária, que completa: “Um publipost de sucesso precisa, mais do que números, trazer resultados para a marca. E, na maioria das vezes, esse resultado é mensurado em vendas. As redes sociais estão a mil, sim, na pandemia estão a milhão, com um olhar muito grande para o digital. Com certeza uma marca offline que fazia divulgação com um grande nome da Rede Globo, hoje mudou. Quem faz gerar venda são os influenciadores digitais. Muitos atores são influenciadores, mas nem todos.”

Quanto ganha um influenciador?

Priscila destaca que um influencer com 1 milhão de seguidores pode chegar a ganhar uma média de R$ 30 mil por mês.

“Essa variável não depende só do número de seguidores, depende também da força do seu nome no mercado, sua imagem e relevância. Se fôssemos falar apenas em números, podemos dizer que um post no feed pode custar de R$1 mil, com um influenciador ‘pequeno’, a R$ 30 mil, com um influencer grande. Cada um precifica da maneira que acha justo, de acordo com seu trabalho. Todo caso tem a sua exceção neste mercado. Antes a gente se baseava em quem era um bom influenciador pela quantidade de seguidores, likes e comentários. Hoje, já temos disponível nas próprias plataformas o acesso às métricas de cada postagem, seja ela feed, stories, IGTV , Facebook , YouTube e inclusive Tik Tok”, ressalta a empresária.

Dicas para empresários e influenciadores:

Como referência no mercado, Priscila destaca algumas dicas, tanto para empresários que estão entrando no universo dos influenciadores digitais, quanto para os próprios influenciadores. Estudo e dedicação fazem parte das dicas da CEO da Jaffé Produções.

“Empreendedores, estudem muito o mercado e respeitem seus concorrentes. Hoje as marcas estão visando mais performance e não apenas nomes. Eles querem números de vendas e resultados. E, se você é influenciador, tenha conteúdo e busque relevância. Tudo que é bom viraliza e cresce. Se você estiver sendo criativo e apresentando um bom conteúdo, não tem como não crescer”, ensina a empresária.

Saiba mais sobre Priscila Jaffé / Jaffé Produções:

http://jaffeproducoes.com.br

https://www.instagram.com/jaffeproducoes/